O homem no cobrador do ônibus está sério. O menino vem sorrindo: - Bom-dia! É um tom quase melancólico. Aquele sorriso que implora cumplicidade. O menino diz e passa. Não quer deixar rastros. Tem pressa. É muita vida para se viver.
O homem no cobrador do ônibus aceita a pressa. É conciso, concilia a vida. Diz ser discernimento. Os outros precisam ir. Ele precisa ficar. Por ora e por horas, espera. Até o fim do dia. Quando então voltará para casa. E porque a volta é certa, a espera é suportável. Não precisa se apressar. O ônibus vai seguir o seu trânsito, quase sempre à mesma velocidade. No momento oportuno, chegará na estação. Para amanhã dar início à próxima rota. A mesma, mas sempre outra viagem. Os ciclos que parecem intermináveis.
O homem no cobrador do ônibuis sabe exatamente a hora em que tudo terminará, em que tudo vai reiniciar. Existem prazos, expedientes, calendários a cumprir. Como o ano que acaba no 31 de dezembro para recomeçar no 1º de janeiro. E se existe uma linha do ônibus também há uma linha do tempo: sempre mesma a sequência dos dias, sempre outra a passagem das horas.
O homem no cobrador do ônibus já se adaptou a esses ciclos, é sua função vê-los passsar. Ele sequer é o motorista. E mesmo que o fosse, não poderia desviar-se da rota. E se fosse o dono do seu próprio transporte, sabe que também teria caminhos a cumprir. Casa, trabalho, bar, padaria, banco, supermercado. De sobra, olha o além. Saídas de quem não sabe mais sorrir. Só aprendeu com o balanço que todos passam e ainda é tempo de se ir.
Mas e se houver um acidente? E se der a louca no motorista do ônibus e ele seguir por ruas totalmente contrárias ao esperado? E se ocorrer um assalto? O que será do homem no cobrador do ônibus? O que acontecerá ao motorista? Como se comportarão os passageiros? E os que estavam na parada aguardando impacientemente aquela linha? E se o tempo também tiver suas armadilhas? Qualquer que seja o desvio, as time goes by, ele transforma e afeta a todos.
Nesse momento, o cobrador do ônibus é despertado por uma freada brusca. O menino decidiu instintivamente que desceria naquela parada. O motorista teve de obedecer ao seu súbito pedido. É preciso fugir dos itinerários certos, da segurança da vida de sempre todo dia a mesma coisa. O menino quer o novo. O que ele deseja é alegria, alegria. Por isso vai, sob o sol de um quase janeiro, sem lenço, sem mapa e sem documento, aproveitar o ímpeto de tudo aquilo que só vale se for agora.
O ano se aproxima do fim. E se em vez de seguir o caminho de sempre, em vez de ser motorista ou o cobrador da linha de todos os dias, não formos o menino que vem sorrindo e repentinamente pede parada? E se descermos aí, numa estação qualquer, e formos atrás de um novo lugar de alegria para nossas vidas? E se nem esperarmos o 31 de dezembro e decidirmos comemorar o ano novo justo hoje? Por que não? Por que não? Por que não?
É um começo inesperado, as primeiras palavras soando como um baque repentino. O choro de um bebê após o parto, seu corpo ainda cheio de tecidos ensanguentados. Destino. O ladrão que chega sem avisar. O amigo mais íntimo, que adentra sua casa e sequer pede licença. Invasões bárbaras. Os dois lados de uma mesma moeda.
Sua coragem para abortar o que a natureza decidiu que deveria existir. Sua passividade em aceitar o que a vida lhe entregou de bandeja ou lhe fez engolir em seco, cru ou bem passado. Esse seu protecionismo, o guarda-chuva sempre na bolsa, o cabelo escovado na definitiva e o medo de permitir se molhar. A distração, o esquecimento, o descuido. Aquele dia em que a chuva te pegou no meio do caminho de volta pra casa e você só conseguiu correr e resmungar enquanto tudo o que restava a fazer era tocar um tango argentino ou seguir just singin' in the rain.
O extintor de incêndio no lado direito do seu carro, pronto para lhe socorrer ao mínimo sinal de fumaça. Você morta de cansaço às 2:37 da madrugada, sem coragem de verificar se realmente baixou a válvula do bujão de gás, um desejo secreto e inconsciente de que tudo se exploda.
A vassoura atrás da porta, afinal, você sobrevive muito melhor sozinha. O Santo Antônio virado de ponta-cabeça e escondido na última gaveta do armário, seu jeito inconfessável de se exibir pra solidão, artimanhas de quem acha que sofrer é amar demais.
Sua capacidade de chegar bem perto da linha aterrorizante e falsa do limite, se equilibrar sobre ela ou até mesmo atravessá-la, sabendo que do outro lado não encontrará nenhum pote de ouro, mas apenas o começo de uma outra linha, mais limite, mais falsa e mais bamba que a anterior.
O destino. Aquele senhor barrigudo e rabugento, tomando sua cerveja e fumando seu cigarro na mesa enferrujada do bar decadente, ele e o bar tão inevitáveis quanto o beco sem saída onde os dois se encontram. Você no final daquele beco, perdida nas armadilhas do labirinto que te fez chegar ali. Sua decisão por subir nas paredes, voltar pelos caminhos tortos e/ou se manter eternamente à margem dos que seguem as veredas estreitas que levam ao céu.
Sua distração e o trombadinha da esquina aguardando o momento oportuno de esbarrar com você e lhe atirar contra o solo, estilhaços de lentes por todos os lados. Você devia ter visto, mas não viu. Os três cavalheiros a lhe acudir, nenhum dos três chapéu na mão.
Seu conforto em se manter na queda. Esse medo de ser feliz. Essa impulsividade na entrega. Esse desviar-se dos encontros. Esse ininterrupto esperar pelo novo.
O destino. Aquele que nasce e cresce contigo. O teu pai e o teu filho. O que gera e é gerado dos teus dias. O começo e o fim, os dois fundindo-se na mesma pessoa você. A moeda girando sobre a mesa até o momento de mostrar a cara e te coroar com a sorte. Vida. O que a gente precisa atravessar para chegar do outro lado. Você tenta conter, mas não consegue.
O No Fubá está de peito.. *cof cof* cara nova. Graças a minha cara de pau (hahahaha!) e a fofíssima da Bruna, que fez esse layout super bacana pra gente. Fala sério, olha que ahazoooo! =)
Ainda estou apanhando.. oops! acertando os últimos detalhes de html do perfil e etc, mas agora já podemos dizer que o No Fubá começará 2010 todo montado no glamour (Ui!) e que com certeza as meninas aqui do blog terão um gás novo pra postar mais e melhor. ;D
Hoje eu vou mostrar a receita do canapé que fiz pra confraternização lá do meu trabalho e que todo mundo gostou. \o/ *faz a dancinha da vitória* É suuuper fácil (porque eu não sou piloto de fogão, tá?) e vale pra qualquer ocasião, como picnic, festinha americana, aniversário da tia e casamento de boneca (pras mamães essa, hein?).
Detalhe: como lerda que sou, esqueci de tirar fotos do passo-a-passo do comecinho, mas acho que com as poucas que tirei, dá pra ter uma idéia. Então, vou deixar de lero-lero e começar, né? =)
Canapé da Tia Deh
(meu forte é a rima, como diz Debs. xD)
# Ingredientes:
30 fatias de pão de forma (sem borda)
5 folhas de alface (pode ser substituído por 2 cenouras grandes, se quiser.)
4 colheres de sopa de maionese
250g de presunto fatiado
250g de queijo prato (ou mussarela) fatiado
1/2 cebola média ou equivalente
3 tomates pequenos ou equivalente
1 ou 2 dentes de alho (mais que isso fica muito picante)
2 xícaras de leite
# Modo de Preparo
PRIMEIRA PARTE: Preparando os recheios
1. Enrole as folhas de alface e corte-as em tiras bem finas
2. Misture-as com a maionese num pote e reserve
3. Corte o presunto em pedaços e bata no liquidificador com uma xícara de leite. (Vá colocando o leite aos poucos, deve ficar pastoso. Se não precisar, não use o leite todo.)
4. Reserve o produto final em um pote.
5. Faça a mesma coisa com o queijo.
6. Corte os tomates e as cebolas e junto com o dente de alho jogue tudo no liquidificador. Se achar que precisa, ajude a trituração com um pouco de água. (eu não usei água pq os tomates eram bem maduros)
7. Reserve num pote
SEGUNDA PARTE: Montando o prato
1. Disponha três pares de fatias lado a lado (fazendo duas filas) numa vasilha (ou forma) de tamanho médio.
2. Cubra cada uma delas com a pasta de presunto, tendo o cuidado de espalhá-la uniformemente. (a tendência é se colocar menos nas extremidades. Não cometa este erro. Seja generosaaa e cubra tudinho! ;))
3. Coloque uma segunda camada de pães sobre esta.
4. Cubra cada uma delas com a pasta de queijo, observando os mesmos cuidados
5. No terceiro andar vai a mistura dos tomates, cebolas e alho.
6. E no último "pavimento" coloque a alface com maionese.
7. ATENÇÃO: Esta ordem é fundamental, de modo que os mais molhados umidificarão os mais "secos".
8. Eu ainda coloquei uma última camada de pães e cubri com o restante da pasta de queijo que sobrou, mas pode parar no item 6, se não quiser fazer uma 'cobertura', tá?
9. Após este preparo, deixe o canapé por uns 30 minutos na geladeira e depois sirva.
10. No dia seguinte fica melhor ainda, porque os ingredientes assentaram e se misturaram (mas é difícil esperar. hahahaha!)
*** Coloquei uma rosinha feita com casca de tomate + folhas de rúcula pra enfeitar, mas cada qual pode seguir sua criatividade. ;)
O RESULTADO FINAL!!
Pois bem, essa é a receita do "Canapé da Tia Deh". Viu como é fácil? Eu demorei 1h fazendo, o que é um tempo razoável, acredito eu, e essa receita dá pra umas 10/15 pessoas, se forem pedaços pequenos. Quem resolver testar, depois vem me dizer o que achou, viu? =)
Há tanto tempo que te amo(Il y a longtemps que je t'aime)
França, 2008 - Drama
O filme fala sobre a readaptação de uma ex-presidiária à sociedade, sua maneira de lidar com uma nova família que não a conhece, os preconceitos sob sua condição e seus próprios fantasmas. Durante o decorrer do filme, o diretor (e roteirista) Philippe Claudel, faz com que o espectador lide com uma série de sentimentos através dos olhos de seus personagens, e posso até arriscar a dizer que ele nos incita a lidar com nossos próprios preconceitos. Há quem se interessar, dá pra ver o trailler no youtube, ler uma outra crítica (e bem melhor elaborada. rs) aqui e ver a ficha técnica e fotos no Imdb .
Não quero mais falar sobre a vida. Que assunto mais batido é esse?! Zilhões de milênios e só estamos começando, e não é por minha mão que terá um final nem tão cedo. É Por essas e outras que todas as manhãs eu ponho um sorriso no rosto a base de café e passo por ela , caminhando e cantando e seguindo a canção.
Também não vou mais discutir assuntos românticos. Você já se deram conta da fortuna que fazem contando histórias mirabolantes de mocinhas sofredoras que finalmente encontram o amor perfeito e verdadeiro? Vampiros? Ok. No meu tempo, era para dar medo. Recuso-me a olhar a minha instante abarrotada e ver tanto açucar estocado, as repetições infinitas que vamos ver daqui a cento e cinquenta anos irretocavelmente iguais.
Dinheiro? Na mão é vendaval. Não adianta essa conversa de crise, pois pra mim é palavrão. Falência, penhora. Até hoje eu espero o tsunami cifrado, o crack de 1929 versão 2.0. Vou morrer procurando por ele no horizonte. Acho que até bicho-papão é ameaça mais iminente, desse eu posso até me esconder.
Ah, já sei! Que tal algo atual, meio fofoca, paparazzi. Ficou sabendo daquela modelo? Aquela, com um jogador de futebol! Não sabe? A loira, compridona, olhos verdes. Sim, sim! Maria chuteira das boas. Ainda não descobriu? Gisele Bundchen e o marido, Tom Brady, jogador de futebol americano. Pois que a reunião dessas duas espécies ultrapassa zonas aduaneiras, não é mais coisa nossa.
Pois bem, e se eu terminasse esse texto sem falar sobre os assuntos que eu costumo falar? Não falei sobre a vida, o amor, nem dinheiro. Aí você diz: "e sobre os famosos?! Você falou sim!" Quer coisa mais não dita do que essa? Assunto mais superficial e vazio, meus caros, só se o texto fosse o espaço em branco com o nome escrito "TEXTO".
Dizem que escrever é costurar palavras. Amar deve ser costurar corpos, falou a costureirinha. Agulhas, tesouras, máquinas, tecidos, veias, linhas e sangues. Mãos que trabalham incansáveis. O que rasga é carne, ponto sem nó. O que enlinha é alma, nó cego de ah, se eu fosse marinheiro. Bordados, remendos, moldes. Os dedos da moça sobre o tear, desenhando delicadamente sonhos de enxoval. As mãos cansadas da esposa fazendo reparos na calça velha do marido, já surrada por tantos dias de trabalho. A tesoura da mulher que, sob encomenda dos desejos de outro, recorta as formas que se adaptarão a contornos sem medidas nem simetria. Costureiras, como perfurar corpos, entrelaçar versos, enovelar almas?, perguntou a costureirinha, sem desviar os olhos do retrós de linha cinza escuro que, naquele momento, escorregava do seu colo, a ponta do fio ainda entremeada nas suas mãos. Que mapas tudo isso formará, formaria? Para onde me leva, de onde me traz? A costureirinha não tinha pátria. Um labirinto de pontos riscados impulsivamente sobre a pele era seu atlas de localização, a bússola que lhe ajudava a navegar, o alinhavo por onde seguir com a ponta da agulha herdada há tantos anos da avó da avó da sua avó. Caminhos percorridos, casa para se buscar, arremate onde se perder. Três retalhos para o fio de Ariana, descobriu enfim a costureirinha:
A minha Casa é guardiã do meu corpo
E protetora de todas minhas ardências.
E transmuta em palavras, paixão e veemênciaHilda Hilst
O Black Beat começou como um programa de rádio com o intuito puro e simples de trazer o melhor da black music (R&B, hip-hop, soul, blues e jazz) pros ouvidos potiguares (necessitados de outras opções que não fossem forró/axé pra se ouvir), e com o sucesso que fez, veio pra internet pra deixar o pessoal mais instigado e sempre em dia com o que há de melhor em lançamentos, babados dos artistas e prêmios.
Pra quem curte black music, não dá pra deixar de fora da lista de favoritos. E pra ter um drops diário do que vai rolar no site e no programa, vale seguir o @black_beat no Twitter, ok?
Se me fosse exigido que desistisse da vida, eu me trancaria em um quartinho na beira da praia. Nunca mais sairia de lá. Mas em troca também faria uma exigência: que o quarto tivesse uma grande janela que eu pudesse abrir todas as manhãs, como ensinava minha mãe: “minha filha, quando amanhece, abrem-se portas e janelas”. Ensinamento para toda vida. De que adianta ter um quarto, se nele não se pode ter janelas? De que adianta ter janelas, se não se pode abri-las? De que adianta ter vida, se não se pode vivê-la?
Mas se me fosse exigido que desistisse da vida, em troca eu exigiria um quarto na beira da praia, com uma enorme janela aberta de frente para o mar. Através dessa janela eu continuaria vendo a vida, mesmo que não pudesse mais vivê-la. Às vezes a gente precisa reconhecer que as coisas não foram feitas para serem nossas. É pretensão demais querer que tudo que você deseja se realize, que tudo que você quer para si seja realmente seu. Ninguém nesse mundo consegue a realização completa. O ser humano é uma falta. Ainda assim, é bom ter as coisas que a gente deseja por perto, para ter a certeza de que elas existem, mesmo que não nos pertençam. Para não se entregar completamente à fuga e à desculpa das ilusões.
A duras penas atingi esse desprendimento. Não exijo que as coisas sejam minhas não, exijo apenas que eu possa admirá-las. Se não puder mergulhar no mar, que pelo menos possa ver o balançar de suas ondas. Se não posso me queimar de sol, que ao menos me sejam concedidos olhos capazes de sentir sua claridade. E abençoadas sejam todas as janelas que se abrem diante de nós para nos expor à realidade da vida, ainda que seja uma realidade distante e inacessível.
Boazinha demais, condescendente demais, passiva demais? Não. Tenho outras exigências! E nossas exigências são justamente nossas mais puras maldades, como sempre exigir um preço que o outro não pode pagar. Quase um assaltante de mão armada, pronto para disparar a arma caso não seja atendido. Só os criminosos sobrevivem nessas eras.
Pois que, nessas condições, indispensável se faria uma rede. Daquelas grandes, com nome bordado na varanda e punhos feitos de cordões coloridos e resistentes. O que não poderia faltar também era uma música tocando ininterruptamente no vão daquele quarto, ajudando a me embalar e a me adormecer. Anestesiar?
Porque não somos tão autossuficientes assim. A solidão reclama consolo e companhia. Escapatórias. Precisamos de algo que nos alente, que alivie nossa alma insatisfeita e incompleta, que nos faça ignorar a falta. E a música está ali, senhora sem muitas exigências, se entregando ebriamente às almas carentes e desconsoladas. Ela não pertence a ninguém. Ela se presta a todos. Ela não se faz de rogada. Nem para mim, a mais desafinada entre todas as vozes desafinadas.
Mas no peito dos desafinados também bate um coração. E no compasso desse coração, toca uma música secreta que procura nas demais se reconhecer, com as quais procura fazer par. E é promíscua demais essa relação. Milhares de acordes e todos os encontros inevitáveis, as atrações fatais. E esses encontros fazem de mim uma dependente, uma viciada. Mas quem se importa? Quando tudo já está perdido, quando a vida não nos pertence mais, a alma persiste e, sem outra escolha possível, se entrega.
Se me fosse exigido que desistisse da vida, se não houvesse outro jeito, eu até desistiria, mas em troca eu pediria um quarto, uma janela, uma rede e toda música que houvesse nesse mundo. Mas o problema é que estou viva, muito viva. A solução. Meu corpo pede água e sol, encontros e desencontros. Areia da praia, cimento de escadaria, deslize de rampas, sujeira de barro e cansaço de asfalto. Já que é assim, dou um salto da rede, atravesso a janela do quarto e vou para o mundo, procurar vida em cada canto secreto desta cidade, cheia de exigências, mas ausente de todas elas.
O vivo afirma firme afirmativo: o que mais vale a pena é estar vivo! Lenine
3 videos pra gostar de Black Rebel Motorcycle Club
Acabei de inventar uma nova categoria de post, que vai se chamar "3 vídeos pra gostar de", onde eu vou recomendar bandas que eu curto muito, mas que percebi que a maioria dos meus amigos não conhece.. ainda! Não são bandas novas, porque eu não sou muito ligada em 'tendências', mas eu assino embaixo quanto a qualidade do som. Resta saber se o gosto musical de vocês é compatível com o meu, né? Mas isso é apenas um detalhe.. rs
A primeira banda que eu indico aqui se chama Black Rebel Motorcycle Club. Fazia um tempo que eu não a ouvia, até que eu baixei a trilha sonora de New Moon e vi que eles tavam lá no meio. Um grata surpresa, que me levou a desenterrar dos confins do meu HD outras músicas deles.
Confesso que não conheço bulhufas da trajetória da banda, exceto que são de São Francisco, CA e que lançaram o primeiro álbum em 2001, o B.R.M.C. Mas para isso, vocês podem recorrer ao Google, né meus queridos? O que eu quero mostrar, e vou logo ao ponto, são minhas três músicas preferidas da banda, que coincidentemente - ou não - fazem parte do álbum de estréia dos caras. (É que eu tenho uma mania chata de achar que os primeiros trabalhos das bandas que eu gosto são sempre os melhores. rs)
No more enrolation! Eis aqui os 3 vídeos que selecionei para vocês:
1) "Love Burns"
2) "Whatever happened to my rock 'n' roll"
3) "Spread your love"
Para sacar mais sobre a banda é só dar um pulinho no MySpace ou no site oficial da banda, alright? Lá tem uma prévia do trabalho novo deles, um cd ao vivo que será lançado agora em Novembro. Tem cara de ser bom! ;D
Pras mocinhas, meninas, mulheres, phynas, modernetes, emAs e etc do nosso país, que acima de qualquer rótulo, adoooram uma maquiagem, pintar as unhas e se cuidar, fica a dica do site Coisas de Diva.
Lá a Sabrina e suas colaboradoras estão todo dia dando uma dica bacana voltada pro mundo mulherzinha feelings. (rs) Como postei no meu twitter, se eu pudesse e o dinheiro desse, eu vivia comprando tuuudo que as meninas do blog recomendam. Só coisa phyna! ;)
Ah, e pra quem está no twitter: sigam @CoisasdeDiva. Assim vocês se mantem atualizadas do que vai rolar no blog. ;)
Então vocês, leitoras, estão esperando o que pra dar uma curiada por lá? ;)
Vai uma dica de filme ae, amigos?
Pois eu sugiro então que você procure uma boa locadora - mas boa mesmo -, ou entre naquele seu site de torrents preferido para buscar por C.R.A.Z.Y - Loucos de Amor.
Sobre o filme, eu faço as seguintes considerações:
1. Esqueça o subtítulo ridículo, porque brasileiro adora mesmo estragar qualquer nome de filme. Isso a gente ignora, ok?
2. Esqueça a música de Patsy Cline, que embora tenha certa relevância, pode dar a falsa impressão de que esse é um filme romântico e bobinho. Não é nada disso.
3. Esqueça o rótulo de "filme GLS", pois isso é secundário diante da história da família, suas relações, as personalidades dos irmãos, os preconceitos, as perdas, as descobertas... e tantas outras coisas.
4. E, por fim, se concentre nessa cena, que tem como trilha Space Oddity, do magnífico David Bowie:
Se você gostou, é dos meus. Vai lá procurar o filme, que eu sei que você vai gostar. Mas se achou tudo uma porcaria, por favor, se retire desse blog agora e esqueça que me conhece! Não gosto de você! [Brinks! Não me abandonem!] E essa foi minha pseudo-resenha de araque do filme. Fico por aqui e espero que eu os tenha convencido, senão... paciência com esse povo véio que não sabe ter bom gosto. rs
Beijo da Debs
[Agradecimento especial a Samnoiser, que me passou o filme. ;D]
Meu irmão estuda o metrô com o mapa na mão. Pergunta a minha mãe qual é aquela estação. Ela então responde: "sortie". - Sortie?! - É, sortie. - Sortie, minha mãe, é saída em francês.
Mulherzinha que sou, eu adoro coisas fofas. Eu sou daquelas que não pode ver uma pet shop aberta que já corro e agarro o primeiro filhote que aparecer na minha frente, seja de cachorro, seja de gato, ou até de camundongo. E tudo acompanhado de um "nhóóóóóm" bem sonoro! rs
E por gostar tanto de fofices, a minha área de trabalho não pode ficar sem uma imagem super cute no desktop pra alegrar meus dias. Até pouco tempo, a 'carinha' do meu computador tava assim, ó:
Uma mocinha de cabelos rosados agarrada numa giraffa. How cute is that? #)
Daí que umas amigas minhas viram esse e outros wallpapers salvos no meu pc e me perguntaram em que site eu os tinha encontrado. Quem disse que eu lembrava? Bem... Depois de algumas tentativas de busca frustradas no Google, acabei 'lembrando' que eu tinha colocado o endereço no meu Twitpic [leia-se: entrei lá por acaso e 'Opa! Mas olha só. Era isso mesmo que eu queria!'].
Então, como prometido e com tantinho de atraso, aqui vai minha recomendação pras amigas e pra quem mais lê o No Fubá. O tal site é o Pixelgirl Presents, que reune criações de vários designers ao redor do mundo e disponibiliza gratuitamente milhares de imagens fofuxas pra você enfeitar seu desktop. Lá também tem de ícones bem criativos (para Windows e Mac) e Iphone wallpapers.
Tantas opções que não consigo passar nem um mês com o mesmo wallpaper!
Como nem só de coisinhas fofas vive o mundo, além dessas ilustrações e fotografias beeeem 'de menininha', eles também tem umas coisas mais sóbrias. Então, meu bom rapaz, pode entrar lá que você acaba achando algum wallpaper que não comprometa a sua fama de macho. rs
Tem até lagarto asqueroso pro meninos, ó só..
No pixel dá pra juntar um verdadeiro estoque de wallpapers. Eu confesso que quase pirei na primeira visita ao site, porque tem muita coisa linda. Então, eu espero que vocês também gostem e achem algo que vos agrade. =)
As meninas aqui andam poetisando com louvor, daí eu fiquei com vontade também. A diferença é que eu não sei escrever como Jordana e Clara. (risos) Daí vou postar um texto de Martha Medeiros que tenho aqui no computador já há algum tempo e que sempre que leio me faz sentir bem. Espero que gostem, meninas. =)
^.^
"Dentro da igreja, ajoelhe-se.
No estádio de futebol, grite pelo seu time.
Numa festa, comemore.
Durante um beijo, apaixone-se.
De frente para o mar, dispa-se.
Reencontrou um amigo, escute-o.
Ou faça de outro jeito, se preferir:
Dentro da igreja, escute-O.
Durante um beijo, dispa-se.
No estádio de futebol, apaixone-se.
Numa festa, grite pelo seu time.
De frente pro mar, ajoelhe-se.
Reencontrou um amigo, comemore.
Esteja. Entregue-se.
Se não quiser participar, tudo bem, então fique na sua:
Na sua casa, no seu canto, na sua respeitável solidão. Melhor uma ausência honesta do que uma presença desaforada."
Tenho que falar, pois falar salva. Mas não tenho uma só palavra a dizer. As palavras já ditas me amordaçaram a boca. Clarice Lispector
E se a boca está amordaçada, os olhos já foram vendados.
Mas o estômago existe. E a luz, passe a escuridão que se passar, em algum lugar espaço desconhecido ainda lança os seus raios.
Por isso a fome, por isso a vontade de ver. Então vamos em frente, caçando palavras como quem acorda de madrugada e sequer tem uma lanterna para lhe clarear a noite e lhe amenizar o medo dos fantasmas. Como quem ouve o grito de fome de milhões de miseráveis e só tem em mãos um único e mofado pão, que não serve para saciar nem a própria fome, quem dirá a dos outros.
Mas um dia, um certo homem multiplicou um pão. E um outro ser, anterior a ele e a nós, criou a luz. O milagre do verbo, da palavra lançada que alimenta e faz ver.
Mas é preciso dizer sim, eu tenho fome e quero me alimentar. Sim, eu não vejo e quero ver. Mesmo que, às vezes, nosso alimento seja nosso próprio veneno, e o excesso de luz o reponsável pela nossa própria cegueira.
Ainda assim, envenenada e cega de palavras, digo sim. Eu tenho que falar.
Conto-lhes a história de como nascem as estrelas. Que elas vão acendendo, ascendentes no céu, fortes e perfeitas, azuis de tão perfeitas, alcançando o topo até que um dia se apagam, já grenás.
É verdade que brilham, e como brilham. Brilham por necessidade. Reluzem por brincadeira, ou certa urgência de passar por nós. Resplandecem a olho nu, só para mostrar-se, provar para o subjetivismo do universo da sua singular existência, e que ninguém ouse enfrentar-lhes.
Nós? Pobre idolatria barata, somos meros espectadores, sem importância, ou papel que valha, coadjuvantes em uma realidade dormente, bêbada. Estamos sempre a seus pés. Tão distantes, que quando as vemos, talvez elas já não existam mais.
E não existem mesmo. Pois quando olhadas de perto, não passam de um pouco de poeira, resto do desgaste de tanta luz, tanta beleza, tanto fulgor. É que a mesma atenção que ilumina suas virtudes, mascara seus defeitos. E aquele mesmo sentimento que o fulgor das estrelas desperta, suavemente adormece.
Minha avó dizia que quem descobria a primeira estrela no céu, tinha sorte. Que faria um pedido, e seria livre e feliz. Que guardaria um pouco do seu esplendor, quiçá para sempre.
E quem vê uma estrela morrer? Agonizante a sua frente, sem chance de sobrevida. Apagando-se, perdendo-se, definhando? Sente uma profunda dor na alma, e descobre a graça que é a mistura de silêncio e escuridão.
Olhava o próprio rosto e logo vinha a certeza e a tristeza da verdade: estava ficando velha. Pior, era como se cada dia fosse cem anos, não sabia onde aquele efeito iria dar e nem queria imaginar como acordaria no próximo dia.
Não se lembrava quando foi que começou, mas deve ter sido lá por volta dos 21 anos, quando pensava que era feliz, quando sua timidez foi embora chutando a porta da frente, levando seu charme, seu sorriso de lado e uma nota de 1 real para pagar a condução, quando as notas de 1 real existiam.
A realidade é que perdia um pouco do brilho a cada dia. Pensar muito faz isso, envelhece profundamente, deixa olheiras. Sentia aquela opacidade se esgueirando, aquela cor cinza cada dia mais viva. E a vida? Transformava-se em uma completa decadência, e sem elegância.
Estava cansada, e como que fosse aquele o último esforço, viu os próprios olhos pretos, se olhando pelo retrovisor. Entendeu que era melhor envelhecer com a dignidade de tantas rugas. Percebeu que algo em si brilhava mais e mais: she had diamonds on the inside.
Somos pessoas muito ocupadas que não têm o que
fazer, daí vez por outra
postamos aqui. Um blog sobre tudo que não diz nada. E se
você ainda não
sabe o que é um siricotico... Vai aprender aqui. (:
NO FUBÁ!
Debora (Deh)
Brasiliense, canceriana (saca só o problema!), teacher, viciada em tapioca, internet e redes sociais. E pode te chamar de Deh? Pooode! ;)
Débora (Debs)
Mais conhecida como Debs. 24 anos. Leonina de araque. Suposta jornalista. Quase publicitária. É viciada em internet e comprinhas. Só fala abobrinha. Ou tá sorrindo, ou tá fazendo #mimimi.
Maria ClaraBissexta by 1988, sob o signo de peixes e das águas. Traz um verde no olhar e um mar no coração. No enquanto, é aprendiz de redatora. Por amor e por besteiras.
Jordana
Canhota de olhos castanhos, teve a sorte de não ver a derrota do Brasil na Copa, pois nasceu em 1986. Nascida no sertão. Meio matuta, meio cosmopolita. Viciada em vida, café, letras, discos de vinil e filmes blockbusters.